Posts tagged ‘imóvel’

22/11/2012

Grupo de noivinhas no facebook!

Guéus, deu na teia de criar um grupo de casamento no Facebook!

É um grupo de ajuda-mútua, troca de figurinhas, indicação de bons fornecedores, tira-dúvidas e tudo mais que envolve a saga dos preparativos do casório!

Cliquem AQUI para participar. Fiquem super a vontade para trazer quem mais vocês quiserem.

Assim fica mais fácil e rápido trocarmos figurinhas com outras, que estejam no mesmo barco!!!!

Não conseguiu acessar o link?

Procure no Facebook por Figurinhas ♥ Matrimoney.net

Beijossssssss

29/08/2012

Lista de afazeres – Nossa Casa

Dears, com a entrega das chaves da nossa querida, esperada e trabalhosa casa, vi a necessidade de criar uma nova lista de afazeres, agora voltada para a  ”arrumação” do nosso ninho de amor, hauahauh (ai, como eu sou brega!)

Daí, criei uma lista de afazeres oficial para eu poder me organizar com essas novas tarefas.

Vocês poderão acompanhar (e nos ajudar com informações preciosas!!!) pela nova abinha que apareceu ali no cabeçalho do blog, com o nome “Lista de Afazeres – Nossa Casa“.

Assim como a outra lista, essa eu vou manter por lá e vou publicando os  detalhes por  aqui, ok?

Enjoy it!

28/08/2012

Nossa Casa – Enfim, NOSSA!!!!!

ÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!!!!!

Pegamos (em 27/08/2012) as chaves de casa!!!!

Quase não acredito!!!

Demorou tanto, tivemos tanta dor de cabeça com incompetência alheia…

Mas chegou a nossa vez! Agora, correr para ligar eletricidade e água, enfiar lá dentro pedreiro, marceneiro, gesseiro e o que mais precisar e ficar lá enchendo o saco deles, para o negócio andar rápido, porque estou há 2 meses e 14 dias do no CASÓRIO!!!

Será que estou ferrada? Hhauahuaha

Nem ligo.

Só quero não ter que entrar e ter obra rolando…

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11/07/2012

Nossa Casa – Financiamento e “Quase” Dores de Cabeça

 

Se tem uma coisa em que sou chata é: NÃO ACREDITO EM TUDO QUE ME DIZEM!!!

E vou atrás para apurar fatos, sempre.

Na última sexta recebi um email da gerente da CEF que está cuidando da nossa papelada, dizendo que eu não poderia usar MEU FGTS!

COMO ASSIM???????

 

Eu me encaixo em 100% das exigências da Caixa!!! Como não poderia usar?

Ah, não sei se te contaram, mas é preciso ter 3 anos de depósitos seguidos no seu FGTS para poder usar o saldo no financiamento da casa própria. Se tiver algum mês sem depósito, você não poserá usar seu saldo.

Pois bem, mesmo assim eu me encaixava no perfil. Desde abr/09, mesmo não parando nos empregos, eu não fiquei nem um mês a toa na vida. Portanto, considerando que estamos em jul/12, eu já tenho um pouco mais de 3 anos de depósitos contínuos.

Entrei no site da CEF, consultei meu saldo do FGTS das últimas empresas que trabalhei, desde abr/09, salvei os extratos como pdf e mandei para o e-mail da gerente.

Na segunda, de manhãzinha, recebi um email dela me pedindo mil perdões, que ela tende a acreditar no que o sistema da CEF apresenta e que realmente eu tenho direito a usar o meu saldo.

UFA!!!!!

E se eu não tivesse questionado? E se eu não tivesse enviado os comprovantes? Eu teria que desembolsar uma bela quantia (que eu não tenho) para dar de entrada num financiamento.

O que ia acontecer? Me ferrar!!!!

Obrigada, Deus, por eu ser chata. Eu sabia que um dia isso me salvaria!

10/07/2012

Nossa Casa – a III Vistoria

Após muito estresse e muito desgosto (triste, mas é verdade), nossa casinha FINALMENTE FICOU PRONTA!!!!

Iupiiii!!!

A casa não está mais torta!!!!

Agora só falta a CEF liberar nosso financiamento.

Até que enfim!!!!

Posso dizer que estou orgulhosa da minha casinha e doida para pegar logo as benditas chaves????

28/06/2012

Cartórios de Registro Civil na cidade de São Paulo

Incrementando o post sobre “O que você vai precisar para financiar um imóvel pela CEF”, aí vai a relação de cartórios de registro civil na cidade de São Pauloe na Grande São Paulo:

Meus bens, aproveitem e já providenciem a Certidão de Nascimento Atualizada de vocês.

Ela é válida por 12 meses a partir da emissão e será exigida em qualquer banco onde vocês forem fazer o financiamento.

#ficaadica!

28/06/2012

O que você vai precisar para financiar um imóvel pela CEF

Eu e o noivo estamos esperando a convocação da CEF para a entrevista para conseguirmos o financiamento da nossa casa.

Como esse é o nosso primeiro imóvel e tudo está sendo super novidade, vou aproveitar para registrar aqui a nossa aventura. Assim, os casais que nos acompanham e ainda não pegaram o financiamento da casa, vão poder já ir munidos de informações para facilitar a vida de vocês.

PRIMEIRO DE TUDO: Os documentos que vocês vão precisar apresentar ao banco.

Como nosso financiamento será pela Caixa Econômica Federal, as dicas apresentadas aqui foram baseadas na exigência desse banco. Se vocês forem usar outro banco, é bom se informarem se será necessário incrementar com algum outro documento.

COMPRADOR (casal, se for o caso) cópia e original

  • RG, CPF e Certidão de Nascimento Atualizada (1 ano)

Obs01 – Se você não tiver o cartão do CPF, vale o RG com o número do seu CPF registrado.

Obs02 – Certidão de Nascimento Atualizada foi novidade para nós!!! Nunca pensei que eu teria que ir até o cartório onde meu pai me registrou e pedir uma nova certidão de nascimento. A taxa para isso é R$22,05 (em maio/12). Muitos cartórios mudam de endereço, como aconteceu com o cartório onde meu noivo foi registrado. Por isso, descolei uma listinha com os cartórios da cidade de São Paulo, com endereço e telefone. Ela estará num próximo post. Assim, vocês vão poder localizar o endereço do cartório de vocês.

  • Comprovante de Residência (60 dias)
  • 6 (seis) últimos holerites/Extratos Bancários
  • Ficha Cadastro PF (formulário CAIXA)
  • Declaração de Assalariado (modelo CAIXA)
  • Declaração completa de Imposto de Renda – Declaração de autenticidade (formulário CAIXA)
  • Declaração de Isenção de Imposto de Renda (formulário CAIXA)
  • Carteira de trabalho e Cartão do Cidadão/PIS
  • Declaração Negativa de Propriedade e destinação do imóvel (formulário CAIXA)
  • CND – Certidão de Dívida Ativa (www.receita.fazenda.gov.br)
  • Autorização para movimentação de conta vinculada do FGTS (formulário CAIXA)
  • DPS – Declaração Pessoal de Saúde
  • Declaração de Recebimento – “O que saber antes de Comprar seu imóvel”

 

VENDEDOR (casal, se for o caso) xerox e original

Pessoa Física

  • RG, CPF, Certidão de Nascimento/Casamento – atualizada
  • Comprovante de Residência atual
  • Guia de Pesquisa Cadastral (formulário CAIXA)
  • CND – Certidão de Dívida Ativa (www.receita.fazenda.gov.br)

Pessoa Jurídica

  • Documento de Constituição devidamente registrado.
  • Certidão Simplificada da Junta Comercial
  • CND – Certidão de Dívida Ativa (www.receita.fazenda.gov.br)
  • CNPJ
  • CRF
  • Documentos Pessoais dos sócios e cônjuges.

IMÓVEL

  • Certidão de Inteiro Teor de Matrícula atualizada
  • IPTU
  • Autorização para avaliação (formulário CAIXA)
  • Opção de Venda e Compra (formulário CAIXA)

Obs.: No caso de utilização dos recursos da conta vinculada do FGTS o valor somado ao valor do financiamento, estará limitado ao menor dos valores, entre compra/venda e avaliação CAIXA.

* A CAIXA se reserva o direito de solicitar quaisquer outros documentos que forem necessários.

 

SEGUNDO: Tenham uma grana reservada para pagar a taxa referente às despesas do processo

 

Aí está um item que eu, definitivamente, não imaginava. A CEF, assim como os outros bancos, cobra uma taxa de 5% do valor de venda do seu imóvel para cobrir despesas do processo.

A conta é a seguinte: Se seu imóvel possui um preço de venda de R$160.000, você vai precisar de mais R$9.000 para essas tais taxas.

Se é justo? Eu acho que não. Enfim, hoje é assim… Essa grana, vocês deverão ter ali, em cash, para depositar na conta que será aberta em nome de vocês, na CEF. Quando fiquei sabendo, quase caí para trás. Poxa… é grana a dar com pau. Graças a Deus, fiquei sabendo com tempo suficiente para poder juntar a grana da taxa da minha casa.

Se você ainda não tem uma grana guardada para isso, pode começar a guardar!

Pelo que entendi, além da taxa, será cobrada AVALIAÇÃO DE ENGENHARIA, PESQUISA CADASTRAL, PRIMEIRA PARCELA DO SEGURO, ITBI e CUSTO DE CARTÓRIO.

É pouco ou quer mais? Não sei quanto mais essas outras coisas vão custar. Mas acho que depois dos 5% sobre o valor do imóvel, nada mais me surpreende!!!

25/06/2012

Nossa casa – a II vistoria

Mais um dia de aborrecimentos!

Gente, eu fico impressionada com a cara de pau das pessoas e empresas.

A construtora entrou em contato comigo para agendarmos uma segunda vistoria, para eu verificar se o que foi feito está de acordo com o apontado no termo de vistoria que assinamos em 04/05 (para ver os pontos da primeira vistoria, clique AQUI)

Eles não poderiam me atender no sábado, no horário que eu tinha livre, e agendamos para o primeiro horário da segunda-feira, dia 18/06 (45 dias após a primeira vistoria).

Me arrumei para o trabalho, e fui com o noivo, acreditando que eles tinham preparado a nossa queridae tão esperada casinha com todo amor e carinho.

Chego na casa e a primeira coisa que vejo: fizeram xixi na privada do banheiro de baixo e o negócio ficou lá por dias, fazendo feder toda a parte de baixo da minha casa. Me digam, seres humanos, por que fizeram xixi sabendo que a SABESP ainda não ligou a água? Por que sequer jogaram um balde dágua na minha privada? Era para eu ver aquele xixi alheio ali? E o fedor destruidor? GENTE QUE FALTA DE RESPEITO!!!!!!!!!!!

E o engenheiro não tinha visto, hein. Agora, se ele sequer viu um xixi esquecido numa privada, imaginem se ele acompanhou os reparos que pontuamos na primeira vistoria.

Dos reparos que pontuei, só um fizeram bem feito. Dois fizeram de qualquer jeito e só pioraram a coisa feia que já estava anteriormente. O restante, eles não fizeram e o engenheiro é tão despreparado, que sequer soube me responder porque os itens não foram feitos. Ele ficava ligando para as pessoas para dizer que as coisas estavam por fazer. Gente!!! PROFISSIONAL MASTER DESPREPARADO!!!!!

Sei que fiquei muito macha, fui até em casa, troquei de roupa, catei os cacarecos para refazer a vistoria toda (para ver o que vc vai precisar para fazer a vistoria, clique AQUI e AQUI).

O engenheiro super capacitado teve a cara de pau nos informar que a parede do quarto que falamos que estava torta NÃO ESTAVA TORTA!!!! Eu e o noivo pegamos a fita métrica e medimos a parte de baixo e a parte do meio e a diferença chegou a 2 cm de largura. Isso na mesma parede, minha gente. AGORA, ISSO NÃO SIGNIFICA QUE A PAREDE ESTÁ TORTA?

A desculpite do engenheiro é que ele não acompanhou a obra desde o começo, que ele pegou a obra apenas no fim. Ah…. e eu com isso? Ele não viu que o negócio estava todo torto? Ele estava fazendo o que que não acompanhou a correção dos itens?

Enfim, peguei o termo de vistoria e preenchi mandando eles fazerem o que eu já havia pontuado anteriormente, exiji que disponibilizassem um profissional capacitado, que soubesse me explicar os questionamentos que eu fizer sobre os reparos exigidos e exiji que somente me chamem para uma nova vistoria quando fizerem todos os itens e que esses passassem por alguém que pudesse atestar a qualidade do reparo efetuado, porque EU ESTOU SENDO PREJUDICADA NO TRABALHO POR CONTA DE FALTAS, para não ter a situação resolvida.

Fiz certo?

Parece que os demais moradores aceitaram suas casas tortas. Somente nós não aceitamos ainda… Mas estou errada em exigir que o negócio seja bem feito? A entrada da documentação para o financiamento, eu já entreguei. A minha parte, estou fazendo. E a deles? Quem vai fazer?

Tenho direito a processar, não tenho?

14/06/2012

Caixa amplia prazo para financiamento para 35 anos!

A matéria é do G1

Começa a valer ampliação de prazo de financiamento de imóveis na Caixa

Prazo passa de 30 para 35 anos em operações com recursos de poupança. Também entra em vigor nova redução das taxas de juros no banco.

Começou a valer nesta segunda-feira (11) a nova redução das taxas de juros para financiamento de imóveis e a ampliação, de 30 para 35 anos, no prazo máximo para esse tipo de operação, feito com recursos da poupança. As novas regras haviam sido anunciadas pela Caixa Econômica Federal no último dia 5. As mudanças só valem para novos financiamentos.

Para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a taxa cai de 9% para 8,85% para todos os clientes. Dependendo do grau de relacionamento com a Caixa, a taxa pode chegar a 7,8%.

Fora do SFH, a taxa de juros, que é de 10% ao ano, caiu para 9,9% a partir de segunda-feira, para todos os clientes. Dependendo do relacionamento que a pessoa tenha com o banco, ela pode chegar a 8,9% ao ano.
Em todos os casos citados, não está incluída a Taxa Referencial (TR).

FGTS

Quando as novas regras foram anunciadas, o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte,Duarte, disse que a Caixa estudava estender as mudanças também para financiamentos de imóveis construídos com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Isso, porém, depende de autorização do Conselho Curador do fundo.

O prazo de até 35 anos e as novas taxas de juros valem, portanto, apenas para clientes com renda familiar superior a R$ 5,4 mil mensais e que financiem imóveis construídos com recursos da poupança, de qualquer valor.

Clientes com renda de até R$ 5,4 mil e que financiem imóveis de até R$ 170 mil podem optar pela operação dentro das regras do FGTS, que possui taxas de juros mais atrativas – hoje elas são de, em média, 5,3% ao ano.
Simulação A Caixa fez uma simulação das vantagens com as medidas anunciadas. Para uma pessoa com renda familiar de R$ 10 mil, o limite de financiamento sobe de R$ 267 mil para R$ 280 mil. Se for cliente do banco, esse valor chega a R$ 303 mil.
O cliente ainda pode optar por reduzir o valor da prestação do financiamento. Para uma operação de R$ 267 mil, a prestação cai de R$ 3 mil para até R$ 2.604 mil.

O banco informou que, nos primeiros cinco meses do ano, a Caixa financiou R$ 36,66 bilhões dentro de sua carteira de imóveis, valor 46% maior que o registrado em igual período do ano passado (R$ 25,06). Para 2012, a estimativa do banco é que o valor financiado chegue a até R$ 100 bilhões, contra R$ 80 bilhões de 2011.

 

04/06/2012

Saiba como usar crédito para financiar um imóvel

Matéria reproduzida do site G1

As taxas de financiamento de imóveis são, em geral, as mais baratas do mercado em relação a outras modalidades de crédito. Isso porque, caso o comprador não pague a dívida, o banco pode tomar o bem de volta para evitar a perda financeira. Quanto menor o valor financiado, menor o risco para o banco e menor a taxa.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA FINANCIAR UM IMÓVEL

Quem pretende financiar um imóvel pode providenciar a documentação básica antes mesmo de ir ao banco.

Embora outros papéis possam ser requeridos de acordo com cada caso e instituição financeira, há exigências comuns para todas as instituições.

- Carteira de Identidade ou outro documento oficial de identificação que informe o nome dos pais. Além do original, uma cópia;

- CPF, original e cópia, ou documento oficial original que tenha o número do CPF;

- Comprovante de estado civil, cópia e original;

- Comprovante de rendimentos, original e cópia;

- Certidão Conjunta Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União ou Certidão Conjunta Positiva com Efeito de Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União, disponíveis no site da Receita Federal;

- Quem deseja usar o dinheiro do próprio FGTS para dar de entrada no imóvel vai precisar de mais documentos, como carteira de trabalho e extrato do FGTS.

ETAPAS DE UM FINANCIAMENTO

De acordo com a Caixa Econômica Federal, o caminho básico até o financiamento de um imóvel envolve os seguintes passos do candidato ao crédito:
- simular as taxas para cada tipo de financiamento no site das instituições financeiras. Os bancos de varejo, públicos e privados, têm simuladores que podem ajudar o comprador antes mesmo que ele vá à agência bancária;

- preencher os cadastros e fichas, com informações pessoais e de renda, exigidos pela instituição financeira escolhida;

- se o cadastro for aprovado pelo banco, o cliente recebe a carta de crédito solicitada;

- junto com a carta de crédito, o cliente recebe do banco uma relação de outros documentos e formulários que ele precisará entregar à instituição.

PESQUISE A MELHOR TAXA

A melhor saída para quem pretende financiar um imóvel é consultar todas as opções possíveis e saber qual o menor preço do mercado, que servirá de base para negociações.
Há linhas de crédito específicas para a casa própria disponíveis em praticamente todos os bancos de varejo do país. As opções variam de acordo com o perfil de cada comprador: renda, percentual a ser financiado e valor do imóvel.

Na Caixa Econômica Federal, banco público líder em crédito imobiliário no país, as taxas variam entre 5% ao ano + Taxa Referencial (TR) e 13,5% ao ano + TR.
O dinheiro que a Caixa empresta para os financiamentos de imóveis vem, basicamente, de uma das três seguintes fontes: o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); os recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE); ou o Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do FGTS.

PRESTE ATENÇÃO NOS ÍNDICES DE CORREÇÃO

Antes de assinar um contrato de financiamento de imóvel, preste muita atenção aos índices de correção: são eles que determinarão o quanto o preço do seu empréstimo subirá ao longo dos anos.
Usualmente, os mais usados são as variações acumuladas em 12 meses do Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) ou o Índice Geral de Preço do Mercado (IGP-M). “Os índices são necessários para calcular o quanto a parcela valerá ao longo dos anos, com a inflação”, diz o consultor Alexandre Lignos.
O melhor, recomenda, é pesquisar qual desses índices subiu menos antes de ir ao banco; em caso de dúvidas, não assine e peça a consultoria de um advogado, até entender cada detalhe.
“O contrato não pode adotar mais de um índice no contrato, como ‘o índice que variar mais no período’, ou índices compostos, como IGP-M + TR. Só pode um único índice”, avaliou.

SE VOCÊ TEM DINHEIRO PARA  A ENTRADA

Juntar uma boa reserva inicial é a melhor maneira de garantir taxas de juros e prazos menores em um financiamento imobiliário.
Quem se encaixa nesse perfil tem liberdade para encontrar bons negócios em imóveis usados, novos ou na planta.
No caso dos usados, o financiamento vale a pena se o preço for muito atraente: isso porque as taxas de financiamento dos usados são mais caras que a dos imóveis novos . “No momento em que o cliente deixar de pagar o imóvel, o novo ainda continuará novo ou seminovo. Já o usado financiado, quando o banco precisar tomar, em caso de inadimplência, já não vale nada”, avalia Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente de estudos econômicos e responsável pela pesquisa mensal de juros da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
Para Oliveira, quem procura parcelas pequenas e prazo longo deve fugir dos usados. “O banco não financia 100% no imóvel usado. Para quem vai pagar parcelas com aperto, é mais complicado”, diz.
O consultor financeiro Alexandre Lignos, da IGF, diz que, a não ser que a diferença de preço entre o novo e o usado seja muito grande ou o imóvel seja o “sonho” do comprador, é melhor financiar um novo.
“Se a pessoa tem R$ 80 mil, é melhor comprar um usado de R$ 100 mil ou um novo de R$ 120 mil? Tem que se avaliar infraestrutura do condomínio, o quanto cada um vai depreciar, sem falar nos gastos com manutenção. Você nunca sabe ao certo quanto vai gastar em obras num imóvel usado”, diz Lignos.

NOVO OU NA PLANTA?

Na avaliação do consultor financeiro Alexandre Lignos, da IGF, quem tem dinheiro para dar de entrada pode se beneficiar da compra de imóveis na planta que, calcula, são em média 20% mais baratos do que os novos.
“No contrato, você está comprando um pedaço do terreno, uma coisa que ainda não existe”, diz. Apesar do risco – e principalmente quando há alguma reserva disponível – há mais espaço para negociar as condições de pagamento e de preferências do futuro proprietário. Além disso, como parte do valor do imóvel é paga à própria construtora, o montante a ser financiado com os bancos será menor.
“Se você compra na planta um imóvel de R$ 260 mil, e paga R$ 130 mil para a construtora até sair o Habite-se (certidão de que o imóvel está de acordo com a legislação), vai ter que financiar no banco R$ 130 mil, bem menos do que se você buscasse o financiamento do mesmo imóvel já pronto”, diz Lignos.

QUEM NÃO TEM DINHEIRO PARA DAR DE ENTRADA, MAS TEM PRESSA

Nesse caso, a solução é entrar em um financiamento de 100% do imóvel, com prazo longo. “Tem situações em que a pessoa tem uma renda baixa e ainda paga o aluguel. Nesse caso é muito difícil ela conseguir fazer uma reserva de R$ 20 mil, R$ 30 mil para dar de entrada”, diz Oliveira, da Anefac. Sempre que possível, no entanto, é melhor evitar essa opção. “Não vale a pena porque daí um imóvel que valia R$ 100 mil você vai acabar pagando R$ 300 mil em 30 anos”, avalia.

QUEM NÃO TEM DINHEIRO PARA DAR DE ENTRADA, NEM TEM PRESSA

Se o objetivo é ir juntando dinheiro para, um dia, realizar o sonho da casa própria, o consórcio pode ser uma boa opção. A vantagem, diz o economista da Anefac, é que um imóvel em consórcio pode sair de 25% a 30% mais barato do que em um financiamento tradicional.
A principal desvantagem, além dos prazos de pagamento mais curtos do que no financiamento imobiliário, é que não dá para ter ideia de quando o imóvel estará finalmente disponível para o proprietário.
“Para quem quer sair do aluguel agora, não serve. A não ser que você seja muito sortudo ou tenha uma boa reserva para dar um lance. É bom para um jovem que não esteja com pressa de sair da casa dos pais, ou um segundo imóvel, uma casa de campo”, exemplifica o economista.
Samy Dana, da FGV, e Alexandre Lignos, da IGF, discordam. Para eles, é bem melhor juntar o dinheiro em uma aplicação mês a mês, sem interferência de um consórcio, que cobra taxas pela administração dos recursos.

CUIDADO ANTES DE FINANCIAR UM IMÓVEL USADO

O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas, Samy Dana, diz que o financiamento de parte do imóvel usado é recomendável mesmo para quem já tem o dinheiro para pagar à vista, como alternativa para fugir dos riscos de eventuais pendências relacionadas ao bem.
“Financie pelo menos um pouquinho do imóvel. Antes de aprovar o financiamento, os bancos fazem uma busca para ver se ele está em condições adequadas, se não tem pendência judicial ou está devendo imposto. Você paga por isso, mas fica mais barato do que fazer por conta própria”, afirma Dana.
Buscar um cartório de registro de imóveis e exigir o máximo de informações do proprietário também são passos para quem quer evitar surpresas desagradáveis na compra. Fique atento a itens como:

- se o proprietário do imóvel é o único dono ou se há outros proprietários;

- se o proprietário(a) é casado(a), é necessária a assinatura do cônjuge para fechar o negócio;

- se há certidão negativa da prefeitura de ônus com o IPTU do imóvel;

- exigir últimos comprovantes de pagamento de água, de luz e de outros encargos incidentes sobre o imóvel;

- no caso de apartamentos, peça ao síndico uma declaração negativa de débitos do imóvel no condomínio.

COMO USAR O FGTS

Na hora de planejar o financiamento, lembre-se do FGTS: ele pode ser o maior aliado de quem quer reduzir o prazo e as taxas de juros no crédito imobiliário.
“É uma possibilidade interessante uma vez que esse dinheiro fica um pouco congelado na sua vida, não rende muito”, diz Samy Dana, da FGV.
A maneira mais tradicional e conhecida de usá-lo é como entrada do imóvel. Pode, no entanto, também ser usado para quitar parcelas (atrasadas, inclusive) ou reduzir o saldo devedor do financiamento do mesmo imóvel mais de uma vez, desde que haja saldo disponível – mesmo que o FGTS já tenha sido usado na entrada.
“É importante usar para dar de entrada e, depois disso, é permitido a cada dois anos você pegar o FGTS e amortiza taxa do saldo devedor”, afirma Miguel José Ribeiro de Oliveira, da Anefac.

TAXAS QUE VOCÊ  PAGA SEM SABER

O advogado Marcelo Tapai, especialista em ações judiciais do setor imobiliário, diz que é preciso ficar atento para não levar um susto na hora de pagar o financiamento do seu imóvel. Confira as taxas que, muitas vezes, são cobradas no financiamento imobiliário sem aviso prévio:
- Taxas de consultoria/assessoria imobiliária

As mais comuns são a Sati (Serviço de assessoria técnica imobiliária) e a taxas de corretagem, cobradas geralmente nos estandes de venda que as construtoras montam no próprio terreno do empreendimento.
“Quando alguém compra o imóvel, tem que pagar apenas o valor do imóvel. Todo o resto é opcional e deve estar discriminado antes do pagamento”, orienta. De acordo com o advogado, é importante pedir essa discriminação por escrito antes de fechar negócio. “Senão cobram o preço do imóvel R$ 100 mil, você vai lá R$ 10 mil de entrada e quando vê o contrato percebe que custava R$ 95 mil”, exemplifica.
- Financiamento ‘recomendado’

É importante, segundo Tapai, pesquisar as melhores condições antes de aceitar a linha de financiamento “recomendada” pela construtora. Muitas vezes, isso acontece porque a construtora financiou a obra com a mesma instituição, e cobra taxas para repassar a documentação do cliente ao banco de preferência dele.
“O consumidor tem o livre direito de usar a linha de financiamento que for mais conveniente. A construtora não pode cobrar essa taxa do cliente”.

Bom, anotei tudo!

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