
Hey, Dears!!!
Querem mais uma novidade? Minha casa está para ficar pronta! Mas já estou ficando com medo do que vou encontrar por lá quando formos fazer a vistoria do imóvel, antes da entrega das chaves.
Uma colega de trabalho (tks, Fabi!) me indicou uma matéria da revista Minha Casa, edição de Janeiro/2012, onde são apontados 44 tópicos que devemos conferir antes de assinar o documento de recebimento do imóvel.
A reportagem é, simplesmente, ótima e esclarecedora!
Tomei a liberdade de transcrever aqui para vocês, mas vou precisar dividir este post em duas partes, para vocês não morrerem de ler em um só, ok?
ABRA O OLHO NA HORA DA VISTORIA – INTRODUÇÃO
Não há lei que obrigue as construtoras a permitirem ao proprietário conferir a qualidade do imóvel quando ele fica pronto. Ainda assim, a vistoria virou praxe para apartamentos adquiridos na planta, tanto que consta no contrato de compra e venda como condição para entrega das chaves. Após longa espera pelo novo lar, aproveite essa oportunidade e verifique se a água escorre para o ralo no banheiro, se as paredes estão retas, se as janelas fecham bem, se os revestimentos estão perfeitos… Dá um certo trabalho, mas pode evitar muita dor de cabeça depois.
Os olhos do técnico da construtora se arregalaram quando a arquiteta Débora Maeda e seu marido, o analista de sistemas, Ryuji Maeda, chegaram para vistoriar seu apartamento de 38m2, em São Paulo. O casal levou um arsenal de utensílios: balde, rodo, toalha, fita métrica, entre outros. Dias antes, eles tinham organizado uma lista de 100 itens prometidos no memorial descritivo da obra. “A minha profissão ajudou a ser detalhista, mas a iniciativa de montar o check list foi do meu marido”, conta Débora. O resultado da visita cuidadosa? A descoberta de duas peças cerâmicas quebradas – uma na parede uma no chão -, que logo foram substituídas. Até agora, quase dois anos após a mudança, o apartamento não apresenta falhas técnicas . A burocracia envolvida na vistoria é, na verdade, simples: na data marcada o comprador vê em detalhes o imóvel, à procura dos chamados vícios aparentes, ou seja, defeitos visíveis. “As empresas disponibilizam um técnico para a ocasião, pois são muito proveitosos os esclarecimentos no local”, afirma Flavio Silva, coordenador de relacionamento com o cliente da Rossi Residencial. “Se o comprador não fizer a vistoria, a construtora contrata um perito para realizá-la e fornece o documento ao proprietário”, explica Fernanda Rossi, gerente nacional de assessoria pós-entrega da Gafisa. Estando tudo certo, o comprador assina um termo no qual aceita as condições do imóvel entregue. Se detectados erros de construção, a empresa tem no máximo 30 dias para saná-los, e agenda-se a segunda checagem. “Mesmo que existam vícios aparentes, é possível pegar as chaves. Mas no laudo deve constar a ressalva de que serão reparados pela construtora”, ensina a arquiteta Cristiane Dilly, de São Paulo, que também alerta: “Às vezes, a empresa apenas disfarça o dano, sem resolvê-lo.” Até 90 dias após a assinatura do termo de entrega são aceitas queixas de vícios aparentes. O risco está em a construtora alegar que o problema ocorreu depois, já que na vistoria o clientes testemunhou a inexistência do dano. Mas aí pode-se recorrer ao Procon.
Com quem eu vou
Em 2008, o engenheiro de produtos Marcelo Castro, de São Paulo, assumiu sozinho a vistoria de segundo imóvel. “Percebi que a obra fora feita às pressas durante o boom imobiliário: a qualidade dos materiais caiu muito”, afirma, com a experiência de quem morava em outro empreendimento da marca. A entrega, ainda atrasou três meses, porém o desgaste emocional diminuiu quando a empresa aceitou pagar a mudança da família. Já vivendo no imóvel, Marcelo reparou que as paredes estavam tortas e a estrutura para pendurar os lustres, quebrada. “Devo ter ignorado ainda outros problemas que podem gerar custo no futuro”, admite. Para se sentirem mais seguros, cerca de 60% dos compradores de imóveis de médio e alto padrão chamam um arquiteto ou engenheiro para auxiliar na vistoria, segundo Fernanda, da Gafisa. Já no segmento econômico, isso ainda é incomum. A avaliação costuma levar de 50 minutos a duas horas, dependendo do tamanho e do padrão do acabamento do imóvel. Com tantas variáveis, o custo do serviço oferecido pelo profissional também flutua: vai de R$80 a R$200 por hora, em São Paulo, entre os especialistas consultados, como Cristiane Dilly. Caso o profissional acompanhe o processo do início ao fim, conferindo a execução dos consertos, o valor sobe para R$300 a R$2mil.
Para a vistoria, você vai precisar de:
* Cópia do memorial descritivo (documento que elenca tudo o que imóvel deve ter, entregue pela construtora na hora da compra na planta;
*Fita métrica ou trena
*Régua de nível de alumínio
* Balde
* Bolinha de gude
* Esquadro
* Espelho
* Lâmpadas e soquete de 110 e 220 v
* Máquina fotográfica
* Cabo de vassoura com uma borracha na ponta (para bater de leve no piso)
* Carregador de celular (ou outro aparelho elétrico qualquer)
Dears, se preparem… daqui a pouco eu volto com os 44 pontos que vamos validar na nossa nova casa, de acordo com a reportagem em questão!